Financiamento coletivo viabilizando sonhos

O melhor da vida – simples e de graça. Esse é o título do livro que Jean Sigel e sua esposa, Tatiana, querem lançar com a ajuda do financiamento coletivo.

Com uma diagramação leve e divertida, o livro é recheado de relatos e registros de uma infância criativa, feliz e simples. Quando as filhas Giulia, hoje com 11 anos, e Giovanna, com 8 anos, tinham entre 2 e 5 anos de idade, Jean começou a registrar – de maneira espontânea e sem muita pretensão – algumas atividades que faziam juntos em casa, ao ar livre ou viajando, brincadeiras que demandavam pouco ou nenhum dinheiro, mas exigiam muita inventividade e criatividade por parte das meninas. “Coisa que criança tem de sobra”, diz Jean no vídeo que apresenta o projeto do livro no Catarse. Os registros das atividades foram feitos em redes sociais, com muitas curtidas e compartilhamentos, até que começaram a aparecer as solicitações de compilar todas elas em um livro.

“Este é um livro para inspirar adultos e crianças e quem acredita numa infância saudável, livre, criativa e divertida. Para lembrar que o abraço e riso são de graça, que a imaginação é de graça e que a inventividade infantil é inesgotável. Simples assim”, diz Jean na apresentação do projeto.

financiamento coletivo

Ideia fantástica, iniciativa idem, mas… e a parte prática?

Como foi o processo de dar forma ao livro, buscar gráfica, criar o projeto na plataforma de financiamento coletivo?

O fato de Jean ser empreendedor e atuar em projetos voltados à educação para a criatividade, economia criativa e empreendedorismo – e sua esposa ser designer – ajudou bastante. “Trabalhamos com esse meio, temos relacionamento com designers e pessoal de publicidade”.

Eles sabiam que teriam que contratar alguém para criar o projeto gráfico do livro e fazer a diagramação, além de ir atrás de gráficas. “Busquei referências em livros que gostava, conversei com autores que eu conhecia e moldei a ideia geral do que eu queria para o meu livro”, conta Jean. A partir disso, o casal buscou por indicações de designers em suas redes sociais e encontrou um profissional que captou a essência do livro e entregou a eles o visual que esperavam.

Depois disso, com as referências dos livros que acharam interessantes – tipo de papel e estilo de capa, entre outras – entraram em contato com gráficas até que conseguiram um orçamento legal.

Chegou a hora de criar o projeto para o Catarse

 

jean sigel

Jean e Tatiana já sabiam que usariam o crowdfundig para viabilizar o livro, então partiram para outra pesquisa: buscar referências de projetos bem posicionados na plataforma de financiamento coletivo Catarse. “Procuramos por uma comunicação bem feita, estilos de vídeo de apresentação, linha visual do projeto, tipos de recompensas oferecidas, essas coisas”, explica Tatiana. Eles também leram todo o material de apoio oferecido pelo Catarse e entraram em contato para esclarecer algumas dúvidas.

“O mais trabalhoso foi fazer o vídeo de apresentação do projeto, que é fundamental. Pegamos nossa câmera, gravamos em casa – na raça – e pedimos para uma amiga editar. Algo simples, caseiro, mas bem feito”, relata Jean. Outra coisa que rendeu esforço foi a escolha das recompensas.

Mas o empenho na criação do projeto não foi nada. O suadouro de verdade está em envolver o público para apoiar o projeto. Engajar!

O essencial no crowdfunding não é o “funding”, mas o “crowd”, brinca Jean!

Tem que correr atrás: usar mídias sociais (com moderação, para não encher o saco), apostar em mensagens pessoais e individuais no Whatsapp, fazer vídeos e banners, botar a boca no trombone. Mas essa comunicação toda não começa depois de apertar o botão “Publicar projeto” no site de financiamento coletivo. Começa com a pré-campanha no momento em que se decide fazer o livro. “Tem que preparar as pessoas para o projeto, explicar como funciona o Catarse, pois a plataforma não é assim tão conhecida”, alerta Jean. Ele lança uma constatação: “Por mais bacana que seja o livro e o projeto, não é tão simples envolver as pessoas. A decisão de tirar 30 reais do bolso não é tão fácil”.

Por isso Jean defende que é muito importante ter seu “crowd”: família, amigos, colegas de trabalho, conhecidos da academia, dos cursos, do prédio, todas as pessoas à sua volta. “Foi justamente essa a nossa surpresa interessante: o projeto tem alcançado bons números pelas pessoas que nos conhecem e que gostam da gente, do projeto. É uma questão pessoal”, afirma Tatiana.

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* No momento em que este artigo foi publicado, o projeto tinha arrecadado 65% da meta com 12 dias restantes para o encerramento.

* No dia 6 de fevereiro o projeto foi encerrado arrecadando R$ 14.940,00, ou seja, 103% da meta inicial estipulada. O livro foi impresso e enviado aos apoiadores em abril de 2018.

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