Livros inspirados por sonhos: O Médico e o Monstro

Nunca se sabe de onde podem vir ideias para escrever um livro. Anais Nin já disse:

As minhas ideias não surgem na minha mesa de trabalho, mas sim no meio da vivência.

Ou seja, fechar o notebook (ou o caderno) dar uma volta pelo quarteirão, ouvir música, cuidar do jardim, assistir um filme, ler – tudo é vivência e vale para achar a história perfeita. Inclusive tirar uma soneca.

Tudo começou com um sonho

ideias para escrever um livro

O escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894) já era um escritor de sucesso quando teve um sonho febril e conturbado sobre um médico com transtorno dissociativo de identidade – popularmente conhecido como dupla personalidade. Ele estava tão arrebatado com o pesadelo que ficou furioso com sua esposa, Fanny, por tê-lo acordado. No entanto, apesar da interrupção, ele ainda se lembrava das cenas, incluindo a primeira transformação de Dr. Jekyll em Mr. Hyde. Tomado por um frenesi criativo, Stevenson rapidamente registrou as imagens de seu sonho e, em seguida, escreveu um primeiro rascunho do que se tornaria seu próximo romance. Tudo isso em menos de três dias.

Como de costume, permitiu que sua esposa avaliasse o rascunho e, a partir de suas sugestões, editou e reescreveu. Ele terminou o manuscrito inteiro em impressionantes dez dias a partir do momento em que acordou de seu sonho. O famoso thriller O Médico e o Monstro (The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde) foi, nas palavras do autor, “concebido, escrito, re-escrito, re-re-escrito e impresso dentro de dez semanas”.

O livro, publicado pela primeira vez em 1886, se tornou um sucesso instantâneo. É um dos maiores clássicos do terror psicológico e um dos melhores trabalhos de Robert Louis Stevenson. Resistiu ao teste do tempo, reunindo dezenas de adaptações de palco e tela até hoje, além de ter inspirado outros autores.

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Sonhos lúcidos

Stevenson nunca hesitou em acreditar que sua paixão por escrever frequentemente interagia com seu subconsciente durante o sono. Ele chegou a comentar que, desde criança, seus sonhos eram tão vívidos e comoventes que se tornaram mais interessantes do que qualquer literatura. Ele aprendeu que poderia sonhar histórias completas e que, às vezes, ele poderia voltar aos mesmos sonhos nas noites seguintes para lhes dar um final diferente. Mais tarde, treinou-se para lembrar seus sonhos e sonhar com os seus livros.

Interessante, não? Se quiser saber mais pesquise sobre sonhos lúcidos e exercite a técnica para ter ideias para escrever um livro!

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