Vamos falar sobre luto com as crianças?

A partida de um ente querido costuma marcar a vida de todos nós, mas ainda mais quando somos crianças. Dentre todos os temas delicados que temos que conversar com nossos filhos, a morte talvez seja o mais espinhudo. Falar de luto com crianças envolve crenças pessoais, desenterra sentimentos antigos, expõe nossas inseguranças.

O tema não assustou Lucia Fontes, escritora e designer gráfica. A morte vista pelos olhos de uma criança é o tema de seu novo livro Dentro do coração, cuja campanha de financiamento coletivo para publicá-lo começa hoje, 28 de junho. A obra conta em versos a história real de Lucinha, a versão criança da própria autora, nos momentos em que teve que lidar com o luto após o falecimento da avó.

Lucinha perde Vó Esther como acontece com a maioria das crianças: com pouca informação, sem ninguém contar direito o que aconteceu. Tudo isso muda quando Esther visita a neta durante um sonho. Entre passeios por um povoado mágico e ensinamentos sobre o ciclo da vida, Lucinha faz as pazes com a morte e entende que é possível se lembrar com amor e leveza as pessoas queridas que já se foram.

livro infantil

luto com crianças

A obra conta com ilustrações de Carol Rossetti, ilustradora e designer gráfica residente em Belo Horizonte. Além de artes comissionadas e ilustrações para livros infantis, Carol publicou o livro Mulheres, com ilustrações que trabalham questões dos direitos humanos e igualdade de gênero, e o livro Cores, uma história em quadrinhos sobre crianças que desafiam os lugares-comuns do mundo dos adultos.

Por que escrever essa história?

Nas palavras de Lucia:

É uma espécie de homenagem à vó Esther e meus outros avós, com quem tive uma convivência muito próxima, muito amorosa e carinhosa. Além disso, é uma maneira de dividir com as pessoas o modo como uma criança encarou a ausência de alguém que amava, uma forma de ajudar pais e crianças a lidar com a morte – um assunto difícil para muitos. Realmente espero que ajude, que inspire. Mas também percebi outro aspecto na minha motivação. Fazendo as matérias para este blog e lendo o que muitos escritores já disseram sobre a escrita, percebo que também quis escrever essa história por mim, para que todo o momento vivido fizesse sentido, para trabalhar meus sentimentos com relação a ausências de um modo geral. Para a história ganhar vida na página, como disse Neil Gaiman; porque não sinto que deveria estar fazendo outra coisa, como afirmou Gloria Steinem; para que eu faça sentido, para entender meu lugar no espaço, como disse Stephen Michael King.

Nas palavras de Stephen King: Para ficar feliz, ok? Ficar feliz!

Financiamento coletivo

Se interessou? Quer ter esse livro na estante dos pequenos ou dar de presente para alguém? A campanha de financiamento coletivo do projeto já começou: clique aqui para ver! Garanta seu exemplar e colabore para a publicação do livro!

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