A emoção do financiamento coletivo

O Catarse, uma das plataformas de financiamento coletivo, começa dessa forma sua retrospectiva do ano de 2017:

Se você passou 2017 inteiro acompanhando as redes sociais, pode ter sentido um certo baixo astral. Uma sensação de que o Brasil está difícil e cheio de reclamações em forma de textão. Mas se você parar, respirar e olhar com atenção, vai perceber que histórias incríveis foram realizadas em todo o país graças ao esforço de muita gente.

142.834 pessoas apoiaram projetos no Catarse em 2017.

5901 projetos publicados no ano.

563 projetos finalizaram acima de 100% da meta. A categoria literatura ficou em terceiro lugar dentro dos projetos que ultrapassaram o valor da meta (atrás de música e quadrinhos).

O Catarse finaliza a retrospectiva afirmando:

Por que cada projeto criativo que vem ao mundo, em um país que vive o momento que o Brasil vive, é um nó desatado. É uma inspiração a mais para acreditarmos que podemos provocar menos cicatrizes e mais transformações.

financiamento coletivo

Financiamento coletivo é sobre acreditar

Todos nós temos histórias incríveis. Todos nós podemos ser inspiração para outra(s) pessoa(s). Alguns conseguem transformar histórias e inspiração em uma ideia, um projeto, um livro. Mas quantos de nós realmente acreditam na ideia, no projeto, no livro? O que fazer com o medo da rejeição? Paralisar ou seguir em frente?

São respostas muito pessoais. Mas o fato é que se o público-alvo potencial de um livro, uma ideia, uma história não é cativado e não se envolve em uma campanha de financiamento coletivo, dificilmente compraria esse “produto” de outro modo. O crowdfunding é, então, um termômetro. E você tem que pagar para ver.

No entanto, nesse caso, pagar não significa tirar dinheiro do bolso. Significa, como costumo dizer, dar a cara a tapa. Colocar-se no meio do maior estádio de futebol do mundo – lotado! – e perguntar: vocês gostam da minha ideia? Garanto que para um enorme número de pessoas mexer na carteira parece mais fácil. Estou entre elas, pois o primeiro livro que publiquei saiu da minha poupança. Ou melhor, estive. Semana passada, pulei do grupo “mais fácil” para o grupo “dar a cara a tapa” ao lançar uma campanha de financiamento coletivo para publicar o segundo livro.

Em qual grupo você está?

O que você perguntaria para alguém tentando publicar um livro por financiamento coletivo?

A pergunta é válida e responderei a todas as questões que chegarem, dentro das minhas possibilidades!

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